quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O amor é difícil, mas é uma coisa tão profunda que quando você acha que vai perder, dói! Arranca pedaço da gente! É tão lindo e ao mesmo tempo tão visceral. Faz a gente perder a razão, ficar cego, surdo e mudo. O melhor e pior sentimento do ser humano. Um embrulho de sensações que nos fazem crescer a cada dia.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Agora sei que o amor é um sabonete dentro d'água. Quanto mais a gente agarra, mais ele nos escapa. Amor por retribuição, você só pode estar de brincadeira. Pingüins em cima de geladeiras valem tanto quanto um beijo por compaixão. Ovos quentes e café na cama, eu sei de tudo que você trama. Os mesmos truques de manhã e você já não me engana, não se importa em estar apaixonado, não pensa em datas nem compromissos. Seus beijos uma vez por mês, não quero nada disso. “kid abelha”

Horóscopo do dia: A grande mensagem desta fase e o seu grande aprendizado é o desapego. A necessidade de controle e o excesso de cuidados devem ser reavaliados. Plutão sugere uma nova maneira de se relacionar, isenta de dependências.

Ok, horóscopo, obrigada.
Hoje é um daqueles dias, sabe, que a gente nem deveria ter levantado da cama?

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

“Ela vai mudar, vai gostar de coisas que ele nunca imaginou, vai ficar feliz de ver que ele também mudou, pelo jeito não descarta uma nova paixão. Mas espera que ele ligue a qualquer hora só pra conversar e perguntar se é tarde pra ligar, dizer que pensou nela e estava com saudade. Ele vai mudar, escolher um jeito novo de dizer "alô", vai ter medo de que um dia ela vá mudar e que aprenda a esquecer sua velha paixão, mas evita ir até o telefone para conversar pois é muito tarde pra ligar, tem pensado nela e estava com saudade mesmo sem ter esquecido que é sempre amor, mesmo que acabe, com ele aonde quer que esteja. É sempre amor, mesmo que mude, é sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou. Nunca é muito tarde pra ligar, ele pensa nela e ela tem saudade.”
Bidê ou balde – mesmo que mude.

Se todos soubessem ser tão sinceros quanto gostariam. Se todos fossem tão honestos quanto querem que os políticos sejam. Se todos soubessem olhar primeiramente para o próprio umbigo. Se todos que falam o que querem, ouvissem o que não querem. Se todos que humilham fossem humilhados. Se todos aqueles que exigem sempre a verdade deixassem de mentir. Se todos que traem fossem traídos. Se todos que dão amor, recebessem. Se todos aqueles que cuidam fossem recompensados. Se todos os que matam fossem mortos. Se todos que magoam fossem magoados. Se todos os torcedores fossem flamenguistas. Se todo o choro fosse de alegria. Se todo mau humor fosse somente TPM. Se todos soubesse admitir um erro. Se todos pedissem desculpa. Se todos tivesse consciência dos seus atos. Talvez, se eu parasse de pensar que todos um dia vão mudar, ter a esperança que as pessoas tenham um pouco de desconfiometro, achar que eu consigo mudar as atitudes dos outros, eu pare de me iludir tanto.

E também quero expor a minha indignação, estou decepcionada com o brasileirão desse ano. E eu falei minha indignação, não aceito opiniões.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

“e eu me lembro, de nós dois juntos deitados na sua cama, sua camisa me servia de pijama, e a gente ria sem parar (...)”
Como é difícil distinguir sentimentos, como é difícil demonstrar o que sentimos e fazer com que acreditem no que falamos. Já não entendo mais muita coisa, só queria saber usar as palavras certas nas horas certas, só queria poder ser transparente o suficiente pra todos enxergarem o que já não consigo mais disfarçar, só queria ter segurança e segurar a sua mão para não ter medo de errar. As pessoas se intrometem, dão palpites, querem me fazer ver o que eu não quero. Abra os olhos Camila, abra os olhos. Mas, o que os olhos não vêem o coração não sente, já dizia minha avó. O segredo é chegar perto lentamente, mas não tão perto á ponto de se machucar e nem tão longe á ponto de parecer não se importar. Difícil. Eu que sempre fui tão sincera, acabo falando coisas que deveria guardar pra mim. Trouxa. Ninguém entende o porquê de tudo isso, quem me conhece se pergunta “o que ela esta fazendo?” e quando vejo que nada vai dar certo, que eu não vou conseguir me afastar, meu desejo é simplesmente me deitar em seu braço e ouvir sua respiração junto a minha. Durante poucas horas, pela madrugada adentro, um telefonema apenas, um boa noite, risadas naquele silêncio mutuo, cochichos e sussurros para não acordar ninguém e mais risadas. Às vezes aquelas risadas descontroladas e um sssssh, cala boca, eu te amo. Quem vê de fora acha estranho, quem está por perto estranha mais ainda, mas só quem sabe realmente o que se passa somos nós, ninguém além de nós, é um sentimento que às vezes não dá pra explicar, uma vontade louca de nunca mais te ver e te ver sempre, eu que sempre te chamei de bipolar me vejo agora multipolar! É carinho, preocupação, amor, amizade, cumplicidade, um amigo de anos, isso que só nos conhecemos alguns meses. Superproteção, choros, aquele sorrisinho de canto de boca, aquele olhar que me diz: vamos? Aquelas broncas necessárias, brigas nem tão necessárias assim, mas com as melhores reconciliações. Mas tudo bem, eu sei que esse carinho nunca vai mudar, pois não é normal e nem todos conseguem ser tão próximos e tão distantes quanto à gente, e que quando um precisar do outro, nós vamos nos encontrar novamente.
A, e mais uma coisa, só ligue pra dar boa noite, dorme bem.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O cara disse. Numa esquina, num domingo, depois do teatro e do silêncio, na insônia, nas sorveterias, como se lhe faltasse energia. Ele não volta? Não deixa rastro ou renasce? Na esquina em que se beijaram uma vez, lá está, na sombra apagada pela luz, na poeira suspensa, na revolta da memória inconformada. Na solidão, lá vem ele, volta, com lamento, um quase desespero, e penso nos planos perdidos, que vida sem sentido… Na insônia, o amor cai como uma tonelada de lápide, e se eu tivesse feito diferente, e se eu tivesse sido paciente, e se eu tivesse insistido, suportado, indicado, transformado, reagido, escutado, abraçado? ...
Na sorveteria, ele volta, o amor, em lembranças. Porque aquele sabor era o preferido dela, aquela cobertura era a preferida dela, aquela sorveteria era a preferida dela, aquela esquina, aquele bairro, aquele clima, aquela lua, aquele mês, aquela temperatura, aquela raça de cachorro, aquele programa de fim de tarde e aquele horário sem planos… No elevador, quantas saudades daqueles segundos em silêncio, presos na caixa blindada, vigiados por câmeras camufladas, loucos para se agarrarem, rirem, apertarem todos os botões, tirarem a roupa, escreverem ao lado: “Eu te amo”
Saudades é amor. Não se tem saudades do que não se amou. O amor não acaba, porque tenho saudades, me lembro dela, me preocupo com ela, torço por ela, e se sonho com ela, meu dia está feito. O amor não pode acabar, porque sem ela ou sem a esperança de revê-la, até a chance de tê-la de volta, não vejo a paz. Ela é uma trégua na minha guerra pessoal contra a minha paixão por ela. Amá-la me faz bem. Mesmo que ela não me ame, amo amá-la. Continuei amando desde o dia em que terminou. Passei meses amando como se não tivesse acabado. Ficaria anos amando mesmo se não tivesse voltado.
O amor não acaba, muda. O amor não será, é. O amor está. Foi. Nas tantas músicas que ouvimos, que dançamos colados, trilhas das noites frias em que você sentava em mim nua, enquanto os meus braços imobilizavam os seus. Amor. O não-amor é o vazio. O anti-amor também é amor. Eu te amava quando você respirava no meu ouvido. Lembra do meu dedo dentro de você? Amo-te, amo-te, amo-te. Instante secreto, sua boca incha, seus olhos apertam, suas unhas me arranham e você diz: Eu te amo!
O amor acabou quando você se foi? Você sentiu saudades das minhas paredes, das cores das minhas camisas, da umidade da minha boca, do cheirinho do meu travesseiro, da minha torrada com mel, das noites pelados assistindo à tevê, dos vinhos entornados no lençol, do café da manhã com jornal, você sentiu falta de atravessar a avenida comigo de mãos dadas, de correr da chuva, de eu te indicar um livro, do cinema gelado em que vimos o filme sem fim, torcendo para acabar logo e ficarmos a sós, você sentiu falta da minha risada, inconveniência, de eu ser seu amante, noivo, amigo e marido, dos meus olhos te espiando, dos meus dentes mordendo e mastigando, ficou tanto tempo longe e pensou em nós especialmente bêbada ou louca, queria me ligar, me escrever, meu cheiro aparecia de repente, meu vulto estava sempre ali, acaba? Diz que acaba. Como acaba? Não acaba. Diz, não acaba. Repete. Falei? Não acaba. Pode virar amor não correspondido. Pode ser amor com ódio, paixão com amor. Tem o amor e o nada. Ah, mais uma coisa. Antes que eu me esqueça. O amor não acaba. Vira. Se acabar, não era amor.